quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Viver o momento.

Zen em quadrinho - Tsai Chih Chung

Não sei sobre vocês, mas eu tenho a péssima mania de pensar a todo o momento, e isso atrapalha, muito.

Vejamos, ônibus de manhã, eu vou pensando sobre o que tenho de fazer durante todo o dia, pensando o que poderia fazer também e não poderei fazer e com isso, não consigo simplesmente relaxar e descansar num horário que não tenho nada para fazer.

Após chegar no trabalho, penso em coisas que preciso aprender, aprender, aprender, melhorar e vou levando o trabalho em um sistema mecânico, já que a atividade muitas vezes é repetitiva.

No almoço, penso sobre o que falta fazer no trabalho, penso sobre faltar ainda o "segundo tempo" do trabalho e que depois ainda terá faculdade.

E na hora de dormir, faço uma completa revisão , além dos meus já legais pensamentos problemáticos que me mantém em eterno conflito.

Resumidamente, perco cada momento pensando em outro, enquanto poderia perceber coisas novas.

E vocês, comem quando tem fome?



Cya folks.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mente.

Bem, estou lendo um livro: “O Espírito do Zen” de Alan Watts, um Inglês, filósofo e estudioso de religiões.

E estava procurando sobre o que postar, na verdade seria/será algo diferente do que postarei agora, mas antes de postar sobre Zazen acho que preciso entender melhor os conceitos do mesmo, então postarei uma mensagem que encontrei no livro e que posso dizer trata de um dos piores inimigos meu e de muitos.


“A mente é o seu próprio lugar, e por si mesma
Pode fazer do inferno um céu e do céu um inferno.”


Praticamente, a péssima forma que cuidei da minha mente durante os anos se reflete na péssima forma que vejo tudo hoje em dia, e isso é algo que tento mudar, porém outra questão complicada é mudar um vicio e a vida se tornou viciada, como qualquer outra formada de algo repetitivo.

Bem, hoje estou cansado.
Amanhã...um novo dia, sempre será assim.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A xícara cheia.

Eis eu tentando criar um novo blog, desta vez farei o possivel para manter uma organização sobre o que estarei postando, já que em meu último a desordem era alimentada com comida de primeira.

Bom, iniciarei pelo inicio, ou seja, explicando o porquê do link e nome escolhido.
Primeiro, um trecho de um conto que Bruce Lee costumava transmitir aos alunos iniciantes:

- Certa vez, um homem erudito foi visitar um mestre zen para saber sobre o zen. Enquanto o mestre falava, o erudito freqüentemente o interrompia para expressar suas opiniões, com: ”Ah, sim, nós também temos isso”. Finalmente, o mestre zen parou de falar e começou a servir chá para o homem erudito. Serviu até a borda, e continuou despejando chá até a xícara transbordar. "Pare, a xícara está cheia, não cabe mais chá dentro dela", disse o homem erudito. "É isso mesmo, respondeu o mestre zen. "E se você não esvaziar primeiro a sua xícara, como poderá saborear a minha xícara de chá?”-

Foi um fator interessante a questão de que a primeira vez que li esse conto (no livro Aforismo de Bruce Lee) não me liguei tanto a ele, porém em seguida comecei o livro “Quem somos nós?” e que por coincidência (ou não) havia o mesmo conto enter suas páginas, e por outra coincidência (ou não novamente) a temática sempre acaba envolvendo questões sobre zen e ambos os livros me abrem a mente para uma visão mais interessante sobre a vida e me interessei sobre o assunto (zen), não que ainda saiba algo realmente profundo sobre isso, ainda estou no que foi me transmitido pelos dois livros, mas que já é de grande ajuda.

Bem, xícara cheia e minha mente fechada e que tento aos poucos expandir para novos horizontes, o nome “Um sopro da consciência” é só uma complemento a essa idéia de libertação dos grilhões de conhecimentos pré-definidos, mas tenham em mente que consciência vai além de meras lembranças e memórias, mas isso será assunto futuro.

Bem, espero que gostem, e espero conseguir escrever o melhor possível aqui, e também espero não relaxar e carregar o blog com a barriga, como estava fazendo com o antecessor (e que por sinal não morrerá, mas deixarei como algo genérico).

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Reflexão:

Sua xícara está cheia ou vazia?

Você vê através de uma visão pré-defina ou está aberto a novas idéias?
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CyA

Daniel Mariano